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O que está acontecendo com as comunidades indígenas da Amazônia?


No dia 11 de Março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou como pandemia a disseminação do novo coronavírus (Covid-19). Desde então, governos e sociedade civil realizam ações de prevenção, à medida que todos os brasileiros estão expostos a doença: pessoas da cidade, do campo - e também das florestas.


Enquanto isso, madeireiros, garimpeiros e grileiros, mesmo com o isolamento social imposto pelo governo como prevenção à Codiv-19, continuam a atuar ilegalmente nos Territórios Indígenas. De janeiro a abril de 2020, os alertas de desmatamento em terras indígenas da Amazônia brasileira aumentaram 64%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Este é o maior índice dos últimos quatro anos.


As populações indígenas, em especial na Amazônia, possuem uma histórica vulnerabilidade epidemiológica. E apesar do suposto isolamento geográfico dessas comunidades, as relações sociais e comerciais com as cidades da região, ampliam o risco de disseminação do Coronavírus nas terras indígenas; que quando associado a precariedade do sistema atenção primária à saúde, podem colocar em risco a vida de milhares de indígenas. Infelizmente já há transmissão comunitária do vírus nas terras indígenas da Amazônia, e em alguns territórios muitas vidas indígenas já foram perdidas. Por isso, precisamos agir agora para cuidar de de quem cuida da floresta.



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Como a pandemia do novo coronavírus afeta as comunidades indígenas?


Os mesmos indivíduos que destroem a floresta também colocam em risco as populações indígenas, atuando como vetores de transmissão do Covid-19, o que pode afetar as 400 mil pessoas dos 180 povos que atualmente vivem na Amazônia.


Outro fator que agrava o cenário de risco à população indígena da Amazônia, em meio a pandemia do novo coronavírus, é o aumento recente da atividade garimpeira na região. Antes mesmo do surgimento da ameaça do novo Coronavírus, muitos povos indígenas já estavam ameaçados pelos milhares de garimpos ilegais, que vem gerando alarmantes índices de contaminação por mercúrio, na população de 18 terras indígenas.



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Greenpeace Brasil e povos indígenas. Uma história de décadas de lutas e solidariedade.


O Greenpeace Brasil desde a sua fundação há 28 anos atrás demonstra apoio e solidariedade aos povos indígenas, em especial aos povos da Amazônia, que com seu modo de vida tradicional mantém a floresta em pé. Além de terem o direito de ter seus direitos originários reconhecidos, eles desempenham um papel importante na proteção da Amazônia. E sem a Amazônia protegida, comprometemos o clima global e a produção de alimentos no país. Em inúmeras vezes, a organização se manifestou e se mobilizou a favor dos Guardiões da Floresta. Por exemplo, em 2016, quando fizemos uma grande campanha que mobilizou 1 milhão de apoiadores e permitiu que o processo de licenciamento da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, fosse arquivado, preservando uma parte importante do territórios habitados pelo povo Munduruku. Se construída a obra provocaria o alagamento da Terra Indígena Sawre Muyby, onde vive parte deste povo, e causaria impactos sociais e ambientais irreversíveis na região.


Além disso, estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Science, para medir as emissões de carbono causadas pela degradação e pelo desmatamento – usando uma tecnologia inovadora que combina imagens de satélite com dados de campo –, sugere que as terras indígenas (TIs) e as áreas naturais protegidas (ANPs) na Amazônia são menos propensas à perda de carbono por degradação do que regiões desprotegidas.



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Como o Greenpeace está apoiando os povos indígenas durante a pandemia da Covid-19?


Em articulação com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - Coiab, e ao lado de outras organizações da sociedade civil organizada, o Greenpeace Brasil criou o projeto Asas da Emergência para levar apoio emergencial para os povos indígenas da região, fortalecendo a capacidade desses povos para enfrentar a emergência da Covid-19.



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Para onde vão os fundos arrecadados?


Como parte do compromisso assumido com uma gestão pautada pela transparência e boa governança, o Greenpeace, todos os anos, tem suas contas auditadas.


Sua doação será aplicada nesta campanha ou em outra campanha, projeto ou atividade do Greenpeace Brasil, conforme as demandas de recursos da organização.


No Relatório Anual você encontra uma série de campanhas e atividades realizadas para defender o meio ambiente no país. Compartilhamos um resumo das principais atividades do ano anterior, bem como a prestação de contas sobre todos os recursos que recebemos e de que forma investimos.


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Por que o Greenpeace precisa da minha doação?

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