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O que está acontecendo com as comunidades indígenas da Amazônia?


Desde março de 2020, temos enfrentado no mundo e no Brasil a maior crise sanitária da nossa geração com a pandemia do novo coronavírus. Infelizmente, quase um ano após a Covid-19 chegar, a situação ainda é muito grave com centenas de milhares de brasileiros mortos por causa da doença. E dentre aqueles mais atingidos, se encontra a população indígena, em especial na Amazônia.


Enquanto isso, madeireiros, garimpeiros e grileiros, mesmo com o isolamento social imposto pelo governo como prevenção à Codiv-19, continuam a atuar ilegalmente nos Territórios Indígenas. Segundo os alertas do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 72% de todo o garimpo realizado na Amazônia – entre janeiro e abril de 2020 – ocorreu dentro dessas áreas – que deveriam ser "protegidas".


As populações indígenas possuem uma histórica vulnerabilidade epidemiológica. E apesar do suposto isolamento geográfico dessas comunidades, as relações sociais e comerciais com as cidades da região ampliam o risco de disseminação do coronavírus nas terras indígenas; que quando associado à precariedade do sistema de atenção primária à saúde, podem colocar em risco a vida de milhares de indígenas. De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), 923 indígenas já faleceram de Covid-19 no país. E com o agravamento da pandemia, em função da segunda onda que se abateu no estado do Amazonas, a situação se tornou ainda mais dramática, como tem sido amplamente divulgado na mídia.



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Como a pandemia do novo coronavírus afeta as comunidades indígenas?


Os mesmos indivíduos que destroem a floresta também colocam em risco as populações indígenas, atuando como vetores de transmissão do Covid-19, o que pode afetar as 400 mil pessoas dos 180 povos que atualmente vivem na Amazônia. Até 18 de janeiro de 2021, foram confirmados quase 46 mil casos em comunidades indígenas no país e 923 vidas já foram perdidas pelo novo coronavírus.


Outro fator que agrava o cenário de risco à população indígena da Amazônia é o aumento recente da atividade garimpeira na região. Antes mesmo do surgimento da ameaça do novo coronavírus, muitos povos indígenas já estavam ameaçados pelo avanço de garimpos ilegais, que vêm gerando alarmantes índices de contaminação por mercúrio na população de 18 terras indígenas.

Além disso, o estado do Amazonas vive uma situação de emergência em decorrência da falta de cilindros de oxigênio e insumos hospitalares no estado.



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Greenpeace Brasil e povos indígenas. Uma história de décadas de lutas e solidariedade.


O Greenpeace Brasil desde a sua fundação há mais de 28 anos demonstra apoio e solidariedade aos povos indígenas, em especial aos povos da Amazônia, que com seu modo de vida tradicional mantém a floresta em pé. Além de terem o direito de ter seus direitos originários reconhecidos, eles desempenham um papel importante na proteção da Amazônia. E sem a Amazônia protegida, comprometemos o clima global e a produção de alimentos no país. Em inúmeras vezes, a organização se manifestou e se mobilizou a favor dos Guardiões da Floresta. Por exemplo, em 2016, quando fizemos uma grande campanha que mobilizou 1 milhão de apoiadores à luta do povo Munduruku pelo arquivamento do processo de licenciamento da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós. Se construída, a obra provocaria o alagamento da Terra Indígena Sawré Muybu, onde vive parte deste povo, e causaria impactos sociais e ambientais irreversíveis na região.


Além disso, estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Science, para medir as emissões de carbono causadas pela degradação e pelo desmatamento – usando uma tecnologia inovadora que combina imagens de satélite com dados de campo –, sugere que as terras indígenas (TIs) e as áreas naturais protegidas (ANPs) na Amazônia são menos propensas à perda de carbono por degradação do que regiões desprotegidas.



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Como o Greenpeace está apoiando os povos indígenas durante a pandemia da Covid-19?


Assim como fizemos durante a primeira onda da Covid-19 no Brasil (quando transportamos mais de 63 toneladas de produtos e equipamentos como cilindros de oxigênio, álcool em gel e cestas básicas), o Greenpeace Brasil continua comprometido em apoiar as comunidades indígenas mais afetadas pela pandemia. A segunda onda chegou com toda a força e o que está acontecendo no estado do Amazonas pode ser um prenúncio do que vai acontecer em outras partes do Brasil. Sabemos que este é um momento no qual a união da sociedade é essencial.

Nesta crise que se abateu sobre o Amazonas, estamos atuando de forma emergencial em parceria com outras organizações, para disponibilizar nossa estrutura logística e a aeronave para o transporte de suprimentos hospitalares e de oxigênio para comunidades indígenas em regiões remotas no estado do Amazonas.


Nos dias 16 e 17 de janeiro de 2021, o Greenpeace Brasil transportou 20 cilindros de oxigênio para atender aos povos indígenas que vivem próximos à São Gabriel da Cachoeira (na região do Alto Rio Negro), cidade mais indígena do Brasil, que sofre tanto quanto Manaus com a falta de equipamentos necessários para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.






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No Relatório Anual você encontra uma série de campanhas e atividades realizadas para defender o meio ambiente no país. Compartilhamos um resumo das principais atividades do ano anterior, bem como a prestação de contas sobre todos os recursos que recebemos e de que forma investimos.


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